A VP de Relações Institucionais do Grupo Carrefour Brasil explica as mudanças e os desafios que o ESG (do inglês Environmental, Social and Governance ou Governança Ambiental, Social e Corporativa) vem causando ao mercado.

1) Como o ESG pode gerar valor para uma rede de supermercados?

Acredito que o principal valor gerado pelo ESG é o reputacional, seja para nós, um varejista alimentar, ou para qualquer outra empresa. O setor privado tem um dever não só de cuidar do ambiente em que está inserido, mas também de devolver para a sociedade parte do que geramos de lucro.

Comercializar alimentos com origem certificada, combater o desperdício e conscientizar o cliente sobre o consumo responsável são atitudes essenciais para gerar valor para uma rede supermercados. Assumir esses compromissos impacta em nosso valor de mercado, que reflete no crescimento do nosso valor reputacional.

2) Que mudanças vocês já perceberam no comportamento do consumidor?

Percebemos que os consumidores estão prestando mais atenção em empresas que têm propósito e valores fortes. Nossos clientes não querem apenas comprar porque oferecemos produtos de qualidade e com preços justos, eles querem entender a procedência, se estamos ajudando pequenos produtores, se a carne que vendemos não é originária de áreas de desmatamento, e por aí vai. Por isso, trabalhamos para que nosso cliente entenda que ele pode confiar em nós.

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3) Qual é a meta mais desafiadora que vocês assumiram?

Um dos desafios mais ambiciosos que o Grupo Carrefour lançou globalmente foi o Act for Food, por meio do qual nos propomos a ser o líder mundial na transição alimentar, oferecendo aos nossos clientes serviços e produtos que criem novos hábitos saudáveis de consumo. E fazemos isso oferecendo produtos saudáveis e orgânicos a um preço justo, bem como apoiando práticas sustentáveis de produção e combatendo o desperdício em nossas lojas.

Com nossa plataforma de receitas CyberCook, oferecemos milhares de receitas saudáveis e indicamos como reaproveitar os alimentos em sua totalidade. De janeiro a setembro de 2020, cerca de R$ 2 milhões foram economizados no reaproveitamento de alimentos utilizados pelos usuários da plataforma.

* Sócio-diretor da Loures Comunicação

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