Alcolumbre; Maia

Congresso mantém acesa a possibilidade de se encontrar brecha à reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado (Cristiano Mariz/VEJA)

O Congresso mantém acesa a possibilidade de se encontrar brecha à reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O perfil equilibrado e de diálogo de Rodrigo Maia e do senador Davi Alcolumbre insufla apoio à inovação política para encetar essa medida… casuística.

Casuística porque diz o artigo 57 da Constituição Federal: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1 fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

A legislatura tem quatro anos. Quem foi eleito em 2019 não poderá ser reeleito em 2021. Está escrito. Se não concordam, mudem o texto. Interpretação não vale. Afinal, não se lê nada em aramaico na Carta.

São as qualidades de Maia e Alcolumbre as razões desse desejo nutrido por muitos deputados e senadores de mantê-los no poder. Mas é bom recordar que, há poucos anos, o deputado Eduardo Cunha comandou a Câmara dos Deputados. Sua voz tornou-se incontestável junto aos pares durante alguns meses. Arrebatou o poder e se projetou mais que a então presidente da República, Dilma Rousseff.

A recondução de um personagem com os “talentos” de Cunha… Freios são essenciais para evitar dor de cabeça futura. Certos demônios são melhores quando presos.

*Analista político da FSB Comunicação

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