Sugestões podem ser encaminhadas através de formulário

 

CRISTINA SOARES

 

Está disponível para consulta pública o Plano de Enfrentamento da Tuberculose no Distrito Federal. O documento apresenta diretrizes norteadoras para a implementação de ações de prevenção e controle da doença nas Regiões de Saúde, além de subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis de atenção.

 

A elaboração do plano foi realizada com análise do cenário da doença no DF. Em 2018 foram notificados 372 casos novos de tuberculose no DF, equivalente ao coeficiente de incidência de 12,5 casos por 100 mil habitantes. Na série histórica de 2009 a 2018, a maior incidência ocorreu em 2012, com 13,9, seguida do ano de 2014, com 13,4 casos por 100 mil habitantes.

 

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Tosse seca ou produtiva é um dos sintomas da tuberculose – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Para a produção do documento foi criado um Grupo Técnico com representação dos diferentes níveis de atenção à saúde na Secretaria de Saúde. “Agora esse documento passa a ficar disponível para consulta pública com o objetivo de conseguirmos mais sugestões e assim alcançarmos a legitimidade no processo de implementação nas regiões de saúde”, destacou o gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Fabiano dos Anjos.

 

O formulário para apresentação de sugestões pode ser acessado aqui.

A doença

A tuberculose é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. O bacilo é sensível à luz solar, e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

 

No panorama mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose está entre as dez maiores causas de morte no mundo, atingindo 10 milhões de casos por ano e mais de 1,5 milhão de óbitos. Apesar de ter cura, o abandono do tratamento é o principal motivo para a tuberculose ainda causar mortes no país.

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Arte: Rafael Ottoni

A vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin), ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS), protege a criança das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea. Essa vacina deve ser aplicada nas crianças ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. A vacina é a principal estratégia para evitar as piores formas da doença.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

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