O DF já tem 26 casos confirmados da doença

 

CRISTINA SOARES

 

Uma nova síndrome, possivelmente associada a Covid-19, tem chamado a atenção dos profissionais de saúde no mundo todo. Com sintomas semelhantes aos observados na síndrome de Kawasaki e sem uma definição clínica completa, a Síndrome Inflamatória Mulssistêmica Pediátrica (SIM-P) têm ocorrido em crianças e adolescentes entre 0 a 19 anos.

 

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Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

No DF, os primeiros casos começaram a ser notificados em julho após publicação da nota técnica com orientações sobre a notificação. Até o momento foram confirmados 26 casos de residentes no DF. A maioria em crianças de 10 a 14 anos, com 10 casos, seguido da faixa etária de 5 a 9 anos, com oito confirmações. Foram contabilizados ainda sete casos entre crianças de 0 a 4 anos e apenas um caso entre jovens de 15 a 19 anos.

 

Após ter sido diagnosticada com o novo coronavírus ou ter tido contato próximo com caso confirmado da Covid-19, a criança ou adolescente manifesta uma resposta inflamatória sistêmica significativa, como febre alta, manchas pelo corpo e outros sinais e sintomas como: pressão baixa, conjuntivite, sinais de inflamação no nariz, mãos ou pés, sintomas gastrointestinais agudos (diarreia, vômito ou dor abdominal), comprometimento de múltiplos órgãos e alteração dos marcadores inflamatórios.

 

“A partir dos primeiros casos registrados no Brasil, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF emitiu a todos os hospitais públicos e privados uma Nota Técnica informando sobre a notificação obrigatória de casos suspeitos dessa nova síndrome. Como uma das principais características da doença é a febre alta e persistente por 3 dias ou mais associada a outros sintomas, é comum que esses pacientes necessitem de internação”, explica a médica e responsável pela área técnica das Doenças Exantemáticas da Secretaria de Saúde, Marília Higino.

 

A notificação dos casos é obrigatória e deve ser realizada pelo serviço de saúde responsável pelo atendimento, seja uma unidade pública ou privada. Após a notificação o caso passa a ser acompanhado por uma equipe da vigilância epidemiológica.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

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