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O ex-governador Sergio Cabral está preso desde 2016, e recebeu condenações que já somam 284 anos (Marcelo Fonseca/Folha de S.Paulo)

A corrupção no Rio já levou, segundo levantamento feito pelo GLOBO, mais de R$ 6,1 bilhões dos cofres públicos do Estado desde 1999 devido a superfaturamentos, pagamentos irregulares e lavagem de dinheiro envolvendo autoridades. Além da sangria nas contas, os escândalos levaram para a cadeia governadores, deputados e até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que deveriam zelar pela aplicação dos recursos. A estimativa não inclui desvios de prefeituras e da União no Rio.

Com os R$ 6,1 bilhões seria possível executar obras que ficaram pelo caminho, como o término da Estação Gávea do metrô da Linha 4 (General Osório-Barra), estimada em R$ 1 bilhão, e o projeto da Cedae de universalizar o saneamento básico da Baixada de Jacarepaguá, incluindo todas as favelas (R$ 2 bilhões). E ainda sobraria dinheiro para outras intervenções, como a despoluição do Guandu.

O levantamento do GLOBO começou em 1999, quando Anthony Garotinho governava o Rio e Rodrigo Silveirinha era subsecretário-adjunto de Administração Tributária. Em 2003, estourou o escândalo do propinoduto, envolvendo Silveirinha, três funcionários do governo e quatro auditores da Receita Federal, acusados de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de mais de US$ 30 milhões (R$ 150 milhões) para a Suíça.

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Em 2005, durante o governo de Rosinha Garotinho, R$ 234 milhões teriam sido desviados da Saúde. Ela foi condenada em 2019 pela fraude, assim como o ex-governador Anthony Garotinho, que era secretário de Governo à época.

O ex-governador Sergio Cabral está atrás das grades desde 2016, e recebeu condenações que já somam 284 anos de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Seu sucessor, Luiz Fernando Pezão foi preso no fim de 2018, acusado de integrar a organização criminosa. Ele foi solto pelo STJ em dezembro do ano passado.

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