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Álvaro Frasson, Fabiane Stefano e Arthur Mota apresentam Questão Macro a partir desta semana (Divulgação/Exame)

É provável que você já tenha ouvido falar que o risco fiscal impõe um prêmio maior nos juros. Esse alerta é feito a todo momento por autoridades como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Isso significa, entre outras coisas, que o nível historicamente baixo da Selic, taxa básica da economia, pode não ser sustentável. 

O BC sinalizou para isso no início da semana, na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), ao trazer a avaliação de que a Selic – mantida em 2% ao ano na semana passada – não deve sofrer cortes adicionais até o fim do ano. A trajetória dos gastos públicos sem um claro “plano de pouso” é um dos motivos que balizam essa leitura. Outro é o ritmo dos preços:

“A autoridade monetária enxerga pressão inflacionária transitória no curto prazo, risco fiscal, mas também uma preocupação com o ritmo de recuperação no próximo ano”, diz Arthur Mota, economista da Exame Research.

Mas o que os juros tem a ver com os gastos públicos? O economista explica essa questão, além de comentar os principais assuntos econômicos da semana, junto com Álvaro Frasson, do BTG Digital, no Questão Macro desta quarta-feira, 23, às 13h30. A conversa será mediada pela jornalista Fabiane Stefano, editora de macroeconomia da Exame. 

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Leilões recordes

O terceiro trimestre, em especial setembro, está ficando marcado por leilões recordes do Tesouro Nacional, em linha com a necessidade de emissões e de cobrir os gastos e a dívida gerada pela covid-19.

Esse movimento acontece em meio a um cenário de juros historicamente baixos e um processo de encurtamento da dívida, com maior emissão de papéis curtos prefixados e pós fixados:

“Nesse sentido, começam a surgir algumas dificuldades e assimetrias pouco usuais em LFTs (tesouro Selic), o que tem gerado certa preocupação no mercado, sobretudo pelo fato de os leilões e necessidade de emissões seguirem grandes nesse final de ano e até o início do próximo”, diz Mota.

Tem dúvidas sobre economia? Mande suas questões pelo site. Inscreva-se aqui para ser avisado quando o programa for ao ar.

Sobre os apresentadores:

Álvaro Frasson é economista do BTG Pactual digital, mestre em economia aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, bacharel em economia pela Universidade do Estado de Santa Catarina e analista de investimentos certificado pela Apimec/CNPI. Possui mais de dez anos de experiência, tanto em análise macro quanto em análise de mercados e ações.

Arthur Mota tem mais de oito anos de experiência em macroeconomia, tendo acompanhado e avaliado a evolução da política econômica brasileira e dos principais países do mundo desde a última grande crise. Atuou no setor bancário e em instituição de classe, com foco no acompanhamento diário da atividade econômica e na construção de cenários. É mestre em economia aplicada pela Universidade de São Paulo e bacharel em economia pela Universidade Federal de São Paulo.

Fabiane Stefano é editora de macroeconomia da Exame. Com mais de 15 anos de experiência em jornalismo, cobre temas como economia, política, gestão pública e negócios. Graduada pela Universidade Estadual Paulista e com mestrado pela Universidade Estadual de Campinas, foi pesquisadora visitante da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

 

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