Márcio França, Bruno Covas e Celso Russomano

Márcio França, Bruno Covas e Celso Russomano  (Montagem Exame/Divulgação)

Empatados tecnicamente nas intenções de voto para a prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) e Celso Russomano (Republicanos) aparecem nas pesquisas como os dois candidatos mais fortes, com com 22% e 21% respectivamente.

Distante deles, Márcio França (PSB), com 10%, divide o segundo lugar com Guilherme Boulos (PSOL), com 11%. A força que França ganha num eventual segundo turno com Russomano, porém, mostra que o candidato é muito mais competitivo num primeiro momento.

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Os dados de intenção de votos para a corrida eleitoral na capital paulista fazem parte de uma pesquisa exclusiva de EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública.

O movimento está ligado à alta rejeição que sofre Russomano, que só perde para Boulos no quesito rejeição. França se beneficia na pesquisa, pois captura eleitores de diferentes perfis. Por outro lado, vale ressaltar que a camanha ainda não começou, e para conseguir chegar no segundo turno numa eleição disputada como está sendo a corrida em São Paulo neste ano, França precisa definir quem é seu público:

“Ele vai para o campo popular, que abrange os votos da periferia, ou para o campo azul, que corresponde à área expandida, onde mora a classe média? Desde 1988, o primeiro e o segundo colocado na briga pela prefeitura paulista sempre vieram desses dois campos”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto de pesquisa focado em opinião pública. 

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Se para ter chances de chegar ao segundo turno França precisa se posicionar, poderá perder apoiadores no meio do caminho. “Esse é o desafio de posicionamento enorme que ele tem“, diz Moura.

Moura nota ainda que Russomano está num patamar mais baixo do que já esteve em relação às intenções de voto nas duas últimas eleições que concorreu para a prefeitura, em 2012 e 2016. “Herdeiro do Malufismo”, ele é o candidato que agrada mais os eleitores conservadores de classe mais baixa. “Seu desafio neste ano é conquistar votos da classe média”, diz.

No campo popular, Russomano acabou perdendo a vaga para o PT nas disputas passadas. Nesse quesito, como o Partido dos Trabalhadores está extremamente enfraquecido, sua posição é mais comfortável. 

Veja outros cenários da pesquisa para o segundo turno:

 

 

 

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