Produtos da linha Luminesce, da marca de cosméticos de luxo Jeunesse

Produtos da linha Luminesce, da marca de cosméticos de luxo Jeunesse (Jeunesse/Divulgação)

A Jeunesse, empresa norte-americana de produtos rejuvenescedores, tem uma nova estratégia para sua operação brasileira: cortar os preços até pela metade. Baseada no modelo de venda direta, a empresa atua com duas linhas: de cosméticos para cuidados com a pele e de nutrição. A redução dos preços atinge nove das 14 marcas que são comercializadas no Brasil. “Queremos democratizar o luxo”, afirma Lásaro do Carmo Júnior, presidente da empresa no Brasil. A Jeunesse também aumentou o número de lançamentos no mercado brasileiro: desde o início do ano, 12 novos produtos chegaram ao país. 

Com 200 funcionários, a operação brasileira faturou 600 milhões de reais em 2019 e, para esse ano, a expectativa é crescer 20%. Criada em 2009 na Flórida, Estados Unidos, e presente em 148 países, a Jeunesse atingiu vendas globais de 1,1 bilhão de dólares em 2019. Em 2018, o valor havia sido de 1,46 bilhão de dólares.

Os produtos da companhia não são baratos pois, segundo o executivo, há muita tecnologia e valor agregado. Mas, para deixar a marca mais conhecida no país e aumentar as vendas, era necessário reduzir os preços. Um exemplo é o carro-chefe da Jeunesse, a linha Luminesce, de produtos antienvelhecimento e que prometem melhorar a aparência de linhas finas e rugas. O produto Luminesce Cellular Rejuvenation Serum, de R$ 704,45 sai por R$ 359. Já o hidratante diário Luminesce Daily Moisturizing  Complex teve preço reduzido de R$ 470,85 para R$ 260. 

O kit completo com seis produtos da linha Luminesce pode sair por quase 2100 reais no site da Dafiti. Uma lata do energético Nevo, no site da Americanas, chega a sair por quase 20 reais, e uma barra do sabonete Jeunesse Spa, por 30 reais. A empresa atua apenas com venda direta, por meio de 400.000 distribuidores no Brasil – 50.000 ativos por mês. De acordo com o presidente, as vendas nos sites de marketplace são feitas pelos distribuidores e não diretamente pela empresa. 

O corte no preço deu resultado: a linha Luminesce, por exemplo, já teve aumento de 150% nas vendas. Para conseguir reduzir os preços, a companhia encolheu suas margens, negociou com fornecedores e busca deixar a produção mais nacional. Cerca de 40% dos produtos são importados. Para aqueles que são fabricados no Brasil, 90% da matéria prima usada é importada. 

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Outro motor para o aumento nas receitas é o crescimento da força de vendas. Com a pandemia, mais profissionais sentiram uma redução ou perda de renda e buscaram a venda direta como forma de complementar o orçamento familiar. Na Jeunesse, o número de distribuidores cresceu 32% desde o início do ano. 

Carmo está há um ano e meio na companhia, vindo de empresas como Jequiti, onde passou seis anos e aumentou o faturamento da divisão do grupo Silvio Santos de 20 para 600 milhões de reais. Agora, o objetivo é levar a Jeunesse para a casa dos brasileiros.

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