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Magazine Luiza: parceria ajuda pequenos negócios a vender no marketplace da varejista pelo programa Parceiro Magalu (Germano Lüders/Exame)

Sabendo que as micro e pequenas empresas teriam mais dificuldade para digitalizar suas operações da noite para o dia por causa da pandemia do novo coronavírus, o Sebrae decidiu buscar ajuda com gigantes do e-commerce. Em abril, a entidade fechou um acordo com a varejista Magazine Luiza para facilitar a entrada das PMEs no seu marketplace por meio do programa Parceiro Magalu. O projeto, que estava sendo testado em São Paulo e Pernambuco, já auxiliou 1.500 empresas. Agora, os parceiros decidiram expandi-lo para nível nacional.

A meta é ambiciosa: digitalizar 100.000 pequenos negócios até o final de 2021. O Sebrae acredita que os marketplaces, como o do Magalu, são um caminho mais estruturado para as empresas que precisam começar a vender online. Os sites de gigantes como B2W, ViaVarejo e Mercado Livre oferecem um fluxo constante de clientes e ajudam os pequenos a organizar pagamentos e logística.

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Como funciona o projeto

O Sebrae desenvolveu um sistema para ajudar o comerciante que quer entrar em um marketplace pela primeira vez. No site da entidade, o empreendedor recebe indicações de onde começar a vender como base no seu perfil. Para isso, precisa responder perguntas básicas sobre o negócio neste site

“Primeiramente, o empreendedor faz um diagnóstico do nível de digitalização do negócio e, a partir daí, são oferecidas diversas soluções para atender as demandas específicas que ele tem para se inserir no ambiente digital, inclusive a possibilidade dos canais de marketplaces”, afirmou o analista de competitividade do Sebrae Flávio Petry, em entrevista à Agência Sebrae de Notícias.

O Sebrae também disponibiliza cursos gratuitos online para que os empreendedores aprendam estratégias para aumentar vendas online e conheçam ferramentas digitais de gestão de negócio.

Para continuar a melhorar a plataforma, a entidade vai monitorar o desempenho dos pequenos negócios dentro do Parceiro Magalu. “Estamos coletando informações que serão fundamentais para propor novas soluções para que os empresários melhorem cada vez mais o desempenho dentro dos marketplaces”, disse Petry.

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As vendas online parecem um caminho sem volta no varejo. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, de março a julho, mais de 120.000 varejistas aderiram aos marketplaces no Brasil. É um ritmo três vezes superior ao de antes da pandemia.

O aumento do número de lojas online acompanha o crescimento do e-commerce como um todo. No primeiro semestre de 2020, as vendas online subiram 47%, totalizando 38,8 bilhões de reais. Além disso, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online durante o primeiro semestre de 2020, um crescimento de 40%, segundo a consultoria Ebit/Nielsen.

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