BlackRock diversidade

BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, quer mais diversidade (FG Trade/Getty Images)

Larry Fink, presidente da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, frequentemente fala sobre a importância do propósito e da gestão de pessoas para o sucesso dos negócios. Na última quinta-feira, sua fala em uma palestra online chamou a atenção quando admitiu o longo caminho  a se percorrer para resolver a falta de diversidade na sua empresa.

“A BlackRock deve ser um espelho da sociedade em que trabalhamos e precisamos fazer mais”, disse ele, segundo o Business Insider.

Para isso, a empresa estabeleceu metas de diversidade: mulheres devem ser 30% da liderança sênior até o final do ano; dobrando o número de funcionários negros na liderança sênior até 2024; e aumentando o total de funcionários negros em 30% até 2024. Atualmente, negros representam apenas 5% dos funcionários nos Estados Unidos, e 3% nos cargos de liderança.

No LinkedIn Fink disse que os analistas de verão e trainees do último programa foram os mais diversos até então, com 38% se identificando como negro ou latino.

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As afirmações de Fink e a divulgação das metas acontecem em um momento no qual muitas empresas passaram a afirmar práticas mais inclusivas. No Brasil, por exemplo, a Bayer e o Magazine Luiza anunciaram vagas exclusivas para negros em seus programas de trainee. O Magazine Luiza está, inclusive, entre os assuntos mais comentados nas redes sociais por internautas que se dividem entre críticos e apoiadores.

A diversidade, além de um valor cultural nas organizações, gera impacto financeiro positivo como aponta pesquisas. A consultoria McKinsey revela que na América Latina empresas com diversidade de gênero têm impacto na margem Ebit até 93% melhor quando comparada com a média da respectiva indústria, para a diversidade étnico-racial a diferença é de 24%.

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