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Urso-das-cavernas descoberto na Rússia: até o conteúdo do seu estômago foi preservado (divulgação/Divulgação)

Cientistas da Universidade Federal do Nordeste em Yakutsk, na Rússia, anunciaram nesta sexta, dia 16, uma descoberta importante. Os palenteologistas encontraram um urso da Era do Gelo em uma caverna na ilha de Bolshyoy Lyakhovsky, na Sibéria.

“Trata-se um achado incrível porque tanto o esqueleto como os tecidos estão bem preservados, o que é raríssimo para um animal que viveu há tanto tempo”, diz a paleontologista russa Lena Grigorieva. “Até o nariz e os dentes estão em ótimo estado, o que torna a descoberta de grande importância para o mundo todo”.

Pastores de renas descobriram a carcaça do urso e comunicaram imediatamente a Universidade Federal do Nordeste, que é especializada no estudo de animais da Era Glacial. O animal, que viveu entre 22.000 e 39.000 anos atrás, estava envolto em uma camada de gelo.

A análise do material genético do urso pode abrir portas para novas descobertas sobre o ecossistema da Era do Gelo, incluindo características da flora e das espécies de animais do local. Por meio de estudos do conteúdo do estômago do animal, por exemplo, será possível saber do que ele se alimentava — um mamífero de seu porte e origem poderia comer plantas ou carnes, ou ambos.

Os cientistas também poderão conhecer mais detalhes sobre a evolução da espécie através da análise do DNA, o que não seria possível se o urso não estivesse tão bem preservado.

A equipe de cientistas que examinou o urso concluiu que se trata de um representante de uma espécie extinta. O urso-das-cavernas, como é conhecido, pesava até 700 quilos. O animal viveu ao mesmo tempo que os mamutes, antepassados dos elefantes, e os tigres-dente-de-sabre.

O motivo que levou à sua descoberta, no entanto, não é dos melhores. Nos últimos anos, as mudanças climáticas têm provocado um aquecimento nas regiões geladas da Terra. Na Sibéria, onde viveram boa partes dos animais glaciaias, a camada de gelo começou a derreter. Os cientistas locais vêm descobrindo restos de um mamutes e lobos de mais de 40.000 anos. Nenhum, entretanto, tão bem preservado como o urso-das-cavernas.

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