Primeiro navio autonômo da história inicia testes no mar

Mayflower: próxima meta do navio é completar missão que seu antecessor fez há 400 anos (YouTube/Reprodução)

Um navio totalmente autônomo feito pela ProMare em parceria com a gigante americana IBM iniciou seu período de testes no mar nesta semana. O Mayflower baseado em Inteligência Artificial (batizado dessa forma por conta do avião que deixou a Inglaterra 1620 para o território chamado como “Novo Mundo”), deixou o mesmo porto inglês 400 anos após o seu xará — mas com o objetivo de descobrir se a tecnologia será totalmente eficaz, e não de encontrar um novo território. Sua primeira viagem de testes deve demorar 6 meses.

Segundo um comunicado da IBM publicado em seu site oficial, o desenvolvimento e a construção do navio autônomo levou cerca de dois anos, uma vez que foi preciso treinar (e muito bem) os modelos de IA. Se a missão inicial de 6 meses der certo, o Mayflower, em 2021, tentará fazer o mesmo que seu antecessor fez quando atravessou o Oceano Atlântico.

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Além de tudo, o veículo é movido à energia solar e tem como objetivo coletar dados sobre o ambiente marítimo para aumentar o conhecimento humano em assuntos como aquecimento global, poluição oceânica e conservação de mamíferos marítimos. “Feito para prover uma opção segura, flexível e de custo eficaz para juntar dados sobre o oceano, a nova geração do Mayflower promete transformar a oceanografia ao trabalhar em conjunto a cientistas para entender assuntos críticos”, explicou a companhia. A IBM também afirma que a ProMare está, junto a eles, coordenando os estudos científicos.

O navio usa a visão um computador da IBM para detectar perigos no oceano com câmeras, é capaz de observar a previsão do tempo com o The Weather Company (também da IBM) para evitar tempestades e um software de automatização que permite que o navio tome decisões em casos de colisões eminentes. Todas as informações serão enviadas para a capitã Inteligência Artificial, que fará as mudanças necessárias na rota do veículo.

A IBM também preparou um site especial para que os interessados se mantenham informados sobre a localização do Mayflower. O website interativo foi feito para dar notícias em tempo real do navio, além de mostrar as condições do ambiente e fazer o streaming das condições climáticas. “O site é um dos mais avançados em termos de missões oceânicas já construído. Proteger o oceano depende da nossa habilidade de engajar o público em assuntos importantes que afetam a saúde das pessoas. O nosso portal é focado em fazer exatamente isso e também dizer onde está o navio, a qual velocidade ele está, com quais condições está operando e qual ciência estaremos conduzindo”, afirmou o direttor do projeto, Frederik Soreide, no site da empresa americana. “Os usuários vão poder até ajudar o Artie, o Polvo, a pescar máscaras cirúrgicas, bitucas de cigarro e outras coisas que são comumente despejadas no oceano”, explica.

 

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