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Christopher Wray: diretor do FBI falou ao Comitê de Segurança Interna da Câmara (Bloomberg/Bloomberg)

Após ser um dos temas da eleição americana de 2016, a Rússia está voltando aos holofotes durante a preparação para o próximo pleito, marcado para 3 de novembro.

Em depoimento nesta quinta-feira, 17, o diretor do FBI, Christopher Wray, disse que a Rússia estaria buscando atrapalhar a campanha presidencial do democrata Joe Biden.

Em fala à comissão de segurança na Câmara, Wray disse que pessoas ligadas a Moscou estão tentando semear discórdia nos Estados Unidos. O objetivo, segundo ele, é “sobretudo denegrir o vice-presidente Biden e o que os russos veem como um establishment anti-Rússia”.

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O agente disse ainda que, desta vez, a China e o Irã, que Wray classificou como “adversários globais”, também estariam tentando semear desinformação na campanha presidencial por meio das redes sociais.

“Esse ciclo eleitoral, em meio à pandemia da covid-19, fornece ampla oportunidade para governos estrangeiros hostis conduzirem campanhas de desinformação”, disse Wray, e “diminuir a confiança em nossas instituições democráticas e valores”.

O presidente Donald Trump tenta uma reeleição contra Biden, que foi vice-presidente nos dois mandatos de Barack Obama, entre 2009 e 2016. Em 2016, Trump venceu a eleição presidencial — seu primeiro cargo eletivo público — contra a democrata Hillary Clinton, após vencer em estados decisivos.

Uma das maiores controvérsias dessa eleição são as discussões acerca do voto pelo correio, que é permitido nos EUA, mas criticado pelo presidente Trump, que afirma que a modalidade pode gerar fraudes.

Wray disse que, por ora, não há indícios de que hackers ligados ao governo russo estejam tentando invadir bases de infraestrutura eleitoral, como fizeram em 2016, segundo investigações.

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A audiência desta quinta-feira foi marcada ainda por outra controvérsia, uma vez que o Secretário do Interior do governo Trump, Chad Wolf, se recusou a comparecer, gerando críticas dos deputados, sobretudo democratas.

Em 2016, quando o presidente Donald Trump se elegeu contra a democrata Hillary Clinton, investigações concluíram que hackers russos tentaram (e conseguiram) interferir na campanha. Segundo a investigação da inteligência do Senado e chefiada pelo ex-procurador Robert Mueller, os russos que tentaram influenciar a eleição eram ligados ao governo russo, do presidente Vladimir Putin.

A Rússia nega, enquanto Trump já classificou a investigação no passado como uma “farsa”.

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Além de ataques hackers, o Departamento de Justiça americano disse ainda que russos fizeram outras ações durante a campanha. Entre elas está a compra de anúncios contra Hillary no Facebook e a organização de manifestações pró-Trump usando contas falsas de e-mail e Facebook, incluindo até mesmo pagamento de quem fosse a manifestações.

Há duas semanas, a Microsoft alertou uma consultoria que presta serviços para Biden e outros democratas de que houve uma tentativa de invasão contra seus sistemas. A invasão, contudo, não teria sido bem-sucedida.

 

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