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Alexa para a venda: assistente virtual ajuda varejistas  (Smith Collection/Getty Images)

As compras por comando de voz estão revolucionando o varejo que se adapta aos novos hábitos dos consumidores em plena pandemia da covid-19. Até 2025, a expectativa é ter 300 milhões de pessoas no mundo usando sistemas de voz, sendo a compra uma das formas de utilização.

Segundo a consultoria Gartner, os pioneiros a usarem voz no e-commerce podem aumentar o faturamento em até 30% quando comparado aos que não usam a funcionalidade. De olho nesse potencial a varejista Carrefour anunciou uma parceria com o Google para lançar a opção de compra por voz na matriz francesa.

No Brasil, a Amazon consegue oferecer um serviço completo para o usuário, que vai desde fazer uma lista de compras no formato de lembrete, até pedir para que a compra seja efetivada quando vinculada ao cadastro da Amazon Prime. 

Ao longo do tempo, os assistentes de voz passam a ter funções e entendimentos cada vez mais robustos e humanizados. Um exemplo é entender o sotaque de cada região ou mesmo a pronúncia informal de algumas palavras. Assim, quanto mais as pessoas usam o assistente, mais a inteligência artificial faz aprimoramentos e pode se integrar a, por exemplo, anúncios assertivos nas redes sociais e sites de busca como o Google.

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“O acúmulo desses dados é algo que a Amazon faz se baseando na navegação por voz ou por texto, e a inteligência artificial refina a experiência a partir do uso de várias pessoas ao redor do mundo. Um detalhe para o sucesso é permitir que pessoas com diferentes sotaques e idades consigam facilmente utilizar assistentes como a Alexa”, diz Ricardo Garrido, gerente geral da Alexa na Amazon.

A familiaridade com os serviços ajudam na conquista do cliente e consequentemente na efetivação da compra. A varejista Magazine Luiza aposta na assistente virtual Lu para falar com a população e agir como uma influenciadora digital nas redes sociais, chegando até a chorar em imagem quando o time brasileiro perdeu um jogo na Copa do Mundo de Futebol.

A Lu tem também aparecido em vídeos de diferentes formatos. Na sua primeira exibição de corpo inteiro, há cerca de um mês no TikTok, o vídeo gerou 11 milhões de visualizações, 26 mil comentários, 17 mil compartilhamentos em 24 horas. “Ela é referência entre os influenciadores virtuais do mundo todo. A criação da persona gera proximidade com os clientes e até “amizades”. Já aconteceu de reclamarem ao não receber mais mensagens personalizadas dela”, diz Pedro Alvim, gerente de redes sociais e marketing de influência do Magalu.

Os executivos que nesta quarta-feira, 16, participaram de um painel no Global Retail Show, mediado por Caio Camargo, sócio diretor da Gouvêa Tech, e lembraram também da importância da inclusão de pessoas com deficiência. Ronaldo Tenório, presidente da startup Hand Talks para pessoas com deficiência auditiva, mostrou como os personagens virtuais Hugo e Maia leem na Língua Brasileira de Sinais todo o conteúdo em texto disponíveis em e-commerces como do Magazine Luiza.

Segundo o executivo, na hora de fazer um assistente por voz, é preciso lembrar, por exemplo, que nem todos as pessoas oralizadas tem o mesmo entendimento da fonética. Além do mais, ao incluir um grupo populacional a chance de crescimento do negócio também é maior. “Sites mais acessíveis são melhores posicionados na busca do Google, assim o varejista passa a ter melhor chance de alcançar um maior número de pessoas, seja ela deficiente ou não”, diz Tenório.

 

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