Homem olha o modelo S P85 da Tesla Motors em showroom em Pequim

Tesla: embora a avaliação “pareça absolutamente louca”, a empresa não pode ser ignorada (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

Investidores da Tesla ficaram desapontados após a empresa ser ignorada na última rodada de inclusões do S&P 500, mas a entrada da montadora elétrica ainda pode sair a qualquer momento e uma fusão com outra companhia do índice pode ajudar.

A quantidade de fusões dentro do S&P 500 tem sido historicamente o maior motivo pelo qual companhias deixam o índice e pode fornecer uma abertura para uma empresa como a Tesla, disseram duas fontes familiarizadas com a forma como o comitê tomou decisões.

Embora agentes do mercado tenham questionado a qualidade dos resultados da Tesla, ainda é amplamente esperado que a montadora seja incluída no índice.

“A empresa irá para o S&P. Não há como isso não acontecer em algum momento”, disse Tim Ghriskey, estrategista-chefe de investimentos do Inverness Counsel em Nova York. “Talvez esteja na marca do pênalti agora, enquanto eles avaliam a situação.”

Embora a avaliação da Tesla “pareça absolutamente louca”, a empresa não pode ser ignorada, acrescentou.

Um porta-voz do S&P não quis comentar. A Tesla não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

Escolher quais empresas entram no S&P 500 é parte ciência, parte arte. Existem critérios formais que uma empresa deve atender, relacionados a itens como lucratividade, liquidez das ações e capitalização de mercado, mas o comitê tem margem de manobra para decidir que empresa entrará.

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O objetivo do S&P 500 não é vencer o mercado, mas simular o desempenho de seus 11 setores, bem como das 156 subindústrias desses setores.

A Tesla, como montadora, faz parte do setor de bens de consumo discricionário, que atualmente tem peso de 11,4% no índice. Esse setor também inclui empresas como varejistas, construtoras e restaurantes.

O comitê do índice tem como objetivo escolher as empresas que melhor representam seus setores, mantendo o peso do setor em comparação com os outros, que incluem tecnologia da informação, saúde e finanças, para que o desempenho do índice corresponda ao do mercado geral, disse uma fonte.

Quando a Tesla divulgou em julho seu quarto lucro trimestral consecutivo, uma condição para a entrada no S&P 500, muitos investidores acreditaram que a inclusão da empresa no índice deveria acontecer, mas a Tesla não estava na lista de novas adições anunciada em 4 de setembro.

A decisão do comitê “só pode ter vindo de uma visão coletiva e comprometida de que [a Tesla] é profundamente supervalorizada e se assenta em fundamentos mais instáveis do que sua megacapitalização de mercado indica”, disse o cofundador da DataTrek Research, Nicholas Colas.

Ainda assim, ele se disse surpreso pelo fato de a Tesla não ter sido incluída.

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