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No centro do debate: o filme francês “Lindinhas” (Getty Images/Reprodução)

Milhares de pessoas foram às redes sociais nesta quinta-feira (10) para boicotar a Netflix pelo lançamento do filme francês “Lindinhas”, acusado de sexualizar suas protagonistas. Mais de 200 mil tuítes usaram a hashtag #CancelNetflix (cancele a Netflix), levando à campanha à lista de assuntos mais comentados do mundo no Twitter.

Uma primeira onda de críticas em agosto levou a gigante do streaming a remover uma imagem de divulgação do longa e pedir desculpas pelo anúncio “impróprio”. O filme foi lançado nos cinemas da França no mês passado, antes de ser disponibilizado online em vários países, inclusive no Brasil, na quarta-feira.

Os ataques vieram de todas as convicções políticas, mas especialmente de republicanos conservadores, incluindo alguns candidatos ao Congresso dos EUA por esse partido.

I am supportive of the arts.

I want the stars of @netflix #cuties to reach for every star in the sky. 🌟

That being said, I can not support allowing children to be portrayed in a way that is overly sexualized. pic.twitter.com/QsrqSxSwXw

— Eliza (@elizableu) August 20, 2020

“A pornografia infantil é ilegal nos Estados Unidos”, tuitou DeAnna Lorraine, candidata da Califórnia pelo partido do presidente Donald Trump. “Pedófilos, abusadores de crianças e pervertidos devem estar muito felizes com #Lindinhas”, disse Omar Navarro, outro político republicano.

“Lindinhas”, premiado no prestigioso Festival Sundance de  Cinema, conta a história de Amy, uma parisiense de 11 anos que precisa transitar entre as regras rígidas de sua família senegalesa e a pressão estética que reina nas redes sociais, à qual jovens de sua idade são particularmente sensíveis.

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Amy faz parte de um grupo de dança, formado por outras três adolescentes de seu bairro, cujas coreografias costumam ser sugestivas, seguindo a tendência de muitas das estrelas da música pop atual.

Alguns, porém, defenderam o filme nas redes, como a atriz americana Tessa Thompson (“Creed”, “Vingadores: Ultimato”). “O filme comenta a hipersexualização de meninas pré-adolescentes”, argumentou ela, que acha que houve um problema de marketing. “Entendo a resposta de todos. Mas não bate com o filme que assisti”, acrescentou.

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