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Curso sobre arte contemporânea explica a evolução do setor (Divulgação/Divulgação)

Um dos objetivos da art-advisor Camila Yunes Guarita, fundadora da consultoria Kura, é derrubar a ideia de que só quem tem muito dinheiro pode arrematar uma obra. “Com 800 reais já dá para investir em trabalhos relevantes e que vão valer mais”, disse ela, em entrevista a EXAME Casual. Ela é neta de Ivani e Jorge Nunes, que formaram uma monumental coleção de arte administrada pela mãe dela, Beatriz Yunes Guarita. À frente da consultoria Kura, fundada por ela há dois anos, Camila ajuda na catalogação e na ampliação de coleções já formadas e auxilia quem está começando. Para seduzir a turma do mercado financeiro, passou a promover mostras de jovens artistas em instituições financeiras como o BNP Paribas. Até virar especialista no assunto, no entanto, e entender como é possível ganhar dinheiro com arte contemporânea, a art-advisor precisou estudar muita história da arte.

Daí a relevância do curso sobre arte contemporânea que a consultoria Kura promove em parceria com o Shopping Iguatemi. Online, custa 495 reais, valor que pode ser parcelado em até doze vezes. Atenção: leitores de CASUAL tem 10% de desconto, basta usar o cupom: exame10. As inscrições podem ser feitas por meio deste link. Serão quatro aulas, sempre às quartas, das 12h às 13h15. A primeira está marcada para o dia 16 de setembro; a última ocorre no dia 7 de outubro.

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A pergunta-chave do curso é essa: como a arte contemporânea conta a nossa história? Para responder questão tão complexa, a Kura escalou quatro especialistas tarimbados, cada um para um dia. Mestre em artes visuais com dez anos de experiencia à frente de cursos livres sobre história da arte, Danilo Oliveira é um deles. Crítico de arte e professor de história da arte, além de doutor em filosofia com pós-doc em história e teoria da arte pela Unesp, Tiago Mesquita também integra o corpo docente. Professora e escritora com mais de 4 livros que abordam a relação da arte contemporânea na América Latina, a violência social e o terrorismo estatal, além de editora da revista Lindonéia, Maria Angélica Melendi é mais um dos nomes do time de professores. Faltou falar só de Renata Felinto, doutora e mestre em artes visuais pelo Instituto de Artes da UNESP e especialista em curadoria e educação em instituições artísticas pelo Museu de Arte Contemporânea da USP.

O tema da aula inaugural, comandada por Oliveira, é a ruína e o vazio como espaços críticos. No encontro seguinte Mesquita aborda a trajetória do artista americano Dan Graham e as linguagens de comunicação de massa. Maria Angélica optou por falar sobre o intervalo entre 1990 e 2020 e a arte brasileira do período, tida como de retaguarda. Renata Felinto fecha o ciclo abordando as inúmeras novas narrativas nas artes visuais. O objetivo final do curso é olhar para o passado recente através de diferentes visões para construir um futuro mais consciente, crítico e inclusivo. Serão apresentadas as estratégias da arte em meio a crises, movimentos de destaque, conceitos de universal e pluralidade, novos artistas que ganharam espaço no mercado e a adaptabilidade da arte em tempos pandêmicos. O curso é voltado tanto para leigos e interessados em arte em geral quanto artistas, profissionais que atuam no sistema das artes visuais, estudantes, professores e pesquisadores.

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