Avião Flying V

Protótipo do avião Flying V, em voo de teste: design aponta para um novo momento da aviação comercial (Joep Van Oppen/TU Delft/Divulgação)

Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, nos Países Baixos, conseguiram realizar pela primeira vez o voo de um protótipo do novo avião comercial Flying-V, que é apontado como uma nova aeronave que pode mudar a aviação no futuro.

O projeto futurista foi apresentado pela primeira vez no ano passado pela companhia aérea holandesa KLM em comemoração aos 100 anos da empresa. A fabricante de aviões Airbus também é parceira do projeto.

Com um formato em V bastante diferente dos aviões comerciais tradicionais, o Flying-V tem um design pensado para ter um consumo de combustível mais eficiente.

Avião Flying V Modelo de teste tem 3 metros de envergadura e pesa 22,5 quilos –

Modelo de teste tem 3 metros de envergadura e pesa 22,5 quilos – (Malcom Brown/TU Delft/Divulgação)

A principal diferença é que a cabine de passageiros, o compartimento de carga e os tanques de combustível ficam nas próprias asas do avião. Já as turbinas, por sua vez, ficam por cima das asas, localizadas numa parte mais central da aeronave do que de costume e perto do centro de gravidade.

Segundo a empresa, modelos computacionais estimaram que as mudanças no formato permitem um consumo de combustível 20% menor do que nos aviões mais avançados no mercado.

Voo de teste foi realizado com um modelo em escala do novo avião, com 3 metros de envergadura e 22,5 quilogramas, com as características parecidas às de uma futura aeronave real. O teste foi feito em uma base aérea de testes localizada na Alemanha, no início de setembro. Na decolagem, o Flying-V alcançou uma velocidade de 80 quilômetros por hora.

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Ainda deve levar anos ou décadas até que uma aeronave em tamanho real esteja completa, mas o teste do primeiro protótipo foi um importante passo para o desenvolvimento da nova aeronave. O projeto prevê um avião com capacidade para 314 passageiros.

O teste da nova aeronave ocorre em um momento em que o setor aéreo foi duramente prejudicado durante a pandemia do novo coronavírus – e as companhias aéreas devem levar anos para se recuperar. Uma nova aeronave com menor consumo de combustível e que polui menos, portanto, pode ser uma aposta na direção correta daqui para frente.

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