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Ações ordinárias da Saraiva caíram nesta quarta com investidores no aguardo de um desfecho da recuperação judicial (Saraiva/Divulgação)

Não foi desta vez que a Saraiva conseguiu definir um novo caminho para o seu futuro. A rede de livrarias entrou com um pedido, aceito pelo juiz, para suspender por mais de um mês a assembleia de credores que vai deliberar sobre mudanças ao seu plano de recuperação judicial. A sessão deveria acontecer nesta quarta-feira, 9.

A Saraiva justificou o pedido de suspensão da assembleia com o compromisso de elaborar um novo aditamento ao plano aprovado no ano passado. A empresa terá que apresentar a nova proposta até o dia 8 de outubro, com nova assembleia no dia 15.

No plano que seria submetido à votação pelos credores nesta quarta, a empresa centenária propunha se desfazer de até 44 das 57 lojas remanescentes e fazer uso do dinheiro para abater parte das dívidas de 595 milhões de reais.

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Havia muitas dúvidas sobre se os credores estariam dispostos a aprovar o plano. É um grupo formado pelo Banco do Brasil, shoppings, editoras e fornecedores. A proposta previa a hipótese de os credores assumirem as lojas, o que era incerto.

Nesta quarta, as ações ordinárias da Saraiva, que estão com baixo volume de negociação (menos de 1 milhão de reais por dia), caíram 6,66%, para 1,12 real.

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