Motorola Moto G9 Plus

Moto G9 Plus: smartphone tem quatro câmeras traseiras  (EXAME/Exame)

A Motorola renova a sua principal linha de smartphones com dois novos aparelhos, o Moto G9 Plus e o Moto G9 Play. As inovações da nova geração estão nas câmeras e no poder de processamento. 

O Moto G9 Plus chega ao mercado com quatro câmeras traseiras, cada uma delas com finalidades distintas (ultra grande angular, macro, retrato e wide). Com elas, o usuário pode tirar fotos com 120 ou 80 graus de ângulo de captura, desfocar o fundo de um retrato ou fotografar um objeto a apenas 3 centímetros de distância. O sensor de imagem principal (wide) tem 64 megapixels e o aparelho conta com uma tecnologia de combinação de pixels chamada Quad Pixel, que melhora brilho, contraste e fidelidade de cores na versão final da fotografia. 

O processador adotado pela fabricante é o octa-core Snapdragon 730G, da Qualcomm, que é 57% mais veloz e 20% mais eficiente do que o chip usado no Moto G8 Plus. Com 128 GB e suporte para cartão microSD de até 512 GB, o armazenamento faz jus ao sufixo “Plus”. O aparelho tem tela de 6,8 polegadas, com resolução Full HD+, e o botão na lateral direita acomoda um leitor de impressões digitais para desbloqueio. A bateria do aparelho tem capacidade de 5.000 mAh, uma das maiores do mercado atual de smartphones no Brasil. O preço sugerido do Moto G9 Plus é de 2.499 reais. 

O Moto G9 Play mantém a maioria dos recursos do irmão maior. Ele tem câmera tripla com sensor principal de 48 megapixels, uma câmera macro e um sensor de profundidade, bem como uma bateria de 5.000 mAh. O processador muda para uma versão mais modesta chamada Snapdragon 662, também octa-core. O espaço de armazenamento interno do smartphone é de 64 GB. O preço sugerido do Moto G9 Play é de 1.599 reais. 

Por fim, a Motorola traz ao Brasil o Moto E7 Plus, voltado ao segmento de entrada do mercado de celulares brasileiro. Ele conta com uma câmera de 48 megapixels, sendo a que tem maior número de megapixels da categoria. Por dentro, o aparelho tem processador Snapdragon 460 e, com ele, a Motorola promete performance 50% superior à geração passada do smartphone. Sua tela tem 6,5 polegadas com resolução HD+ e há 64 GB de armazenamento. O preço sugerido do dispositivo é de 1.299 reais. 

Nenhum dos três novos smartphones da Motorola é resistente à água, apesar de possuírem uma proteção contra respingos. Na prática, você não deve mergulhar os dispositivos na água, mas eles não devem ter problemas se alguns pingos caírem na tela, desde que eles sejam removidos rapidamente.

Os três novos smartphones da Motorola chegam ao mercado a partir de hoje nas redes de varejo físico e online, bem com em operadoras de telefonia e no site oficial da fabricante.

A pandemia do novo coronavírus, que levou à quarentena e ao fechamento do comércio em diversas cidades brasileiras, impactou as vendas de celulares no segundo trimestre de 2020. Segundo a consultoria americana IDC, a queda no período de abril a junho foi de 30,7% em relação ao mesmo período em 2019. No total, foram vendidos 9.631.424 aparelhos no intervalo de três meses.

A consultoria indica que o maior volume de vendas de celulares no período foi de aparelhos com preços de 1.100 reais a 1.999 reais (3.363.076 unidades). Dois dos três lançamentos da Motorola estão dentro dessa faixa de preço, indicando a aposta da fabricante em aumentar seu volume de vendas.

A empresa, que pertence à chinesa Lenovo desde 2014, retomou a lucratividade no ano passado pela primeira vez em dez anos. Para isso, a Motorola desassociou lançamentos de celulares de datas importantes para o comércio, como dia das mães ou Black Friday, e aumentou o número de celulares no mercado, especialmente com a linha Motorola One, que passou a ser uma das mais importantes da empresa no ano passado. Em 2020, a estratégia mudou. A companhia decidiu ir para cima das gigantes Samsung, Apple e Huawei com smartphones voltados ao segmento topo de linha. O primeiro foi o dobrável Razr, que chegou ao Brasil por 9 mil reais. Logo, veio o Motorola Edge+, vendido na casa dos 8 mil reais. Agora, a Motorola reforça sua principal linha de celulares e segue na busca pelo topo do mercado nacional, que pertence à Samsung. 

“Neste ano, voltamos para o segmento premium com o Razr e com o Edge+. Tudo isso tem sido muito positivo. Com os novos lançamentos, damos um salto tecnológico e, com toda essa situação da pandemia, notamos um aumento de demanda por especificações técnicas melhores em celulares. O consumidor pede mais bateria, telas maiores e câmeras melhores. A performance do celular é importante porque, cada vez mais, as pessoas usam o aparelho para trabalhar. Os novos celulares chegam para atender a esses desejos dos consumidores”, afirmou à EXAME José Cardoso, presidente da Motorola no Brasil. 

O desafio da Motorola será igual ao desafio de todo o mercado: vender em tempos de crise. 

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