Trígono   Werner e Frederico

Trígono Capital: atualmente, a gestora considera small caps cerca de 130 papéis (Trígono capital/Divulgação)

As small caps, empresas de menor capitalização, são pequenas apenas no nome. Quando se trata de retorno, elas são gigantes. Dados da consultoria Economatica apontam que nos últimos 12 anos o desempenho do Índice Small Cap (SMLL) foi de 147%, enquanto o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, acumula alta de 53%. 

O bom desempenho das ações small caps não está restrito ao mercado brasileiro. Nos últimos 20 anos, o MSCI World Small Cap subiu 650%, enquanto o MSCI Word teve retorno de 223%. 

Com retorno que faz o investidor brilhar os olhos, a gestora paulista Trígono Capital se especializou em small caps. Há dois anos, ela lançou um fundo de ações em small caps, o Trígono Flagship. A rentabilidade do fundo é de 84%, superando o Ibovespa (20%) e até mesmo o Índice Small Cap (41%). O fundo ficou conhecido no mercado como “o único puro-sangue small caps” do país”, já que ele é 100% composto de ações small caps. 

A gestora considera small caps as empresas com valor de mercado entre 100 milhões e 5 bilhões de reais. Outro critério é que estas empresas negociem menos do que 10 milhões de reais por dia. Atualmente, a gestora considera small caps cerca de 130 papéis. Entre eles estão São Martinho, Ferbasa e JSL, entre outros. 

Em entrevista à EXAME, o gestor Werner Roger explicou que estas empresas têm uma rentabilidade superior às demais por alguns motivos. Entre eles está a maior atuação em nichos de mercado com menor competição e a menor necessidade de capital para crescer. “Geralmente, são empresas com um nicho muito específico. É pouco provável que uma grande empresa queira entrar no ramo para competir. “É muito mais fácil uma empresa desse porte dobrar de tamanho do que uma grande empresa.” 

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Em meados de julho, a Trígono, juntamente com a Icatu Seguros, lançou um novo fundo. Um de previdência alocado em ações e focado em small caps, o Trígono Icatu 100 FIA Prev. O fundo é destinado a investidores qualificados e o investimento inicial mínimo é de 20.000 reais. A taxa de administração é de 2% e a de performance é de 20% sobre o que exceder o Índice Bovespa. 

“No longo prazo, as small caps já se provaram como um excelente investimento, por isso pensamos em um produto para a previdência”, explica Frederico Mesnik, um dos sócios da gestora. Ele explica que o retorno no longo prazo virá dos dividendos. “Um estudo do Morgan Stanley aponta que dois terços do retorno das ações no Brasil num prazo maior, de 25 anos, vêm dos dividendos e não dos ganhos de capital. Quando falamos em previdência, isso é o mais importante, pois os dividendos possibilitam comprar mais ações, capitalizando ainda mais o investidor”, acrescenta. 

A estratégia do fundo é privilegiar ações que estejam descontadas em relação ao valor intrínseco, fora do radar de corretoras de valores, boas pagadoras de dividendos e principalmente inseridas no universo das empresas small caps analisadas pela gestora. O portfólio do fundo tem diversificação setorial (dez segmentos no total) e baixa sobreposição em relação aos papéis do Ibovespa — apenas 4%. 

 

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