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O número de fundos de crédito privado com foco na economia circular mais do que dobrou desde 2018, atingindo 30 produtos (Foto/Thinkstock)

Nos últimos 18 meses, foram criados dez fundos de ações focados na economia circular, conceito que preconiza a reinserção das matérias-primas no ciclo de produção dos produtos. Os fundos foram criados por gestoras e bancos como BlackRock, Credit Suisse e Goldman Sachs (veja quadro abaixo) e somam mais de 2 bilhões de dólares em ativos.

O levantamento foi feito pela Fundação Ellen MacArthur, que promove o conceito entre as empresas, e também mostra que o número de fundos de crédito privado com foco na economia circular mais do que dobrou desde 2018, atingindo 30 produtos, entre fundos de capital de risco, capital privado e dívida privada.

Além dos fundos, foi emitida uma dezena de títulos de dívidas corporativas voltados para projetos sobre o tema, no mesmo período. A lista de empresas emissoras dos títulos inclui Alphabet (holding que controla o Google), Basf, PepsiCo e Philips. 

De acordo com a fundação, o setor financeiro está começando a aproveitar as oportunidades da economia circular. Uma pesquisa publicada pela organização, em 2019, aponta que, apenas na Europa, a adoção do conceito pode gerar rendimentos de 2,1 trilhões de dólares com a economia de matérias-primas e outras oportunidades. Na China, a aplicação de práticas da economia circular, em grande escala, tem potencial para economizar 10 trilhões de dólares, o equivalente a 16% do PIB projetado para o país. 

Algumas empresa já têm obtido resultados com o conceito. Na Philips, 13% do faturamento, no ano passado, veio de soluções circulares e a Caterpillar oferece 7.600 produtos manufaturados. 

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