Começou no HC em São Paulo a aplicação da primeira dose dos testes da vacina contra o Coronavírus

 (Governo de São Paulo/Divulgação)

Os testes da vacina contra a covid-19 desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, junto com o Instituto Butantan em São Paulo, mostraram que ela tem uma eficácia de 98% no grupo de voluntários acima de 60 anos. Os resultados preliminares foram apresentados pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e pelo presidente do Butantan, Dimas Covas, nesta quarta-feira, 9.

Dos 9.000 voluntários que vão passar pela fase de testes no Brasil, 4.000 já receberam a primeira dose – ela tem duas doses, com a segunda aplicada 14 dias após a primeira. Deste total, 421 voluntários é de idosos. A previsão é de que até o fim de setembro todos os voluntários tenham passado pelos testes.

“As pessoas com mais de 60 anos, um dos maiores grupos de risco, receberam mais de uma dose e a resposta imune foi de 98%. Há 50 dias não temos nenhuma reação adversa entre os voluntários. Os prognósticos são promissores. Logo teremos a vacina para todos os brasileiros. A perspectiva de entrega é em dezembro deste ano”, disse Doria em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Os resultados foram divulgados um dia depois do anúncio de interrupção na fase de testes em todo o mundo da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela universidade de Oxford. Apesar de ser um processo natural e de precaução na produção de imunizantes, pode comprometer os prazos e postergar o início da vacinação.

No caso da vacina do laboratório chinês, o governo de São Paulo prevê terminar a fase de testes até o dia 15 de outubro.

“Aí ela pode ter o registro da Anvisa e disponibilizada. Em dezembro teremos 46 milhões de doses, disponíveis para o Ministério da Saúde. Muita gente me conhece e sabe que esta perspectiva é realista”, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas, também na coletiva de imprensa.

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Construção de fábrica ainda depende do Ministério da Saúde

O governo de São Paulo pretende construir uma fábrica para ter a capacidade de produzir 120 milhões de doses da vacina. Parte do investimento – 160 milhões de reais – vem da iniciativa privada. Outra parte do dinheiro – perto de 1 bilhão de reais – ainda depende do Ministério da Saúde.

“Se o Ministério da Saúde oferecer recursos para garantir a importação da vacina, assim o fará. Havendo disposição, uma visão republicana, a Coronavac poderá suprir o atendimento a milhões de brasileiros”, disse o governador João Doria.

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