Streaming de filme

Serviços de streaming: startup brasileira desenvolve plataforma que abriga lançamentos e séries de diversos estúdios (Tero Vesalainen/Thinkstock)

Com o intuito de reunir os grandes lançamentos e séries de Hollywood em um único serviço de streaming, a startup Watch Brasil desenvolveu sua própria plataforma que é vendida por meio de provedores de internet em todo o país.

A empresa, que foi selecionada para participar do programa Scale-Up da Endeavor, entrega conteúdos de diversos estúdios, como Paramount, Sony Pictures e Universal, por meio de uma única assinatura.

O indivíduo não precisa dividir em pequenos pedaços suas contas destinadas para lazer – a Watch Brasil reúne os principais lançamentos dos grandes estúdios de Hollywood. A startup já possui mais de 200 provedores de internet em regiões brasileiras, e acumulou mais de 300 mil assinaturas desde o seu lançamento.

Embora a ideia seja uma boa saída para os indecisos, o serviços de streaming focados em produtoras específicas ainda são destaque – o Disney+ já acumula mais de 60 milhões de assinantes globais, mesmo sem ter sido lançado em todos os continentes.

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Maurício Almeida, cofundador da startup, disse à EXAME que a possibilidade de se conectar com grandes marcas do cinema já demonstra que existe interesse por serviços mais coletivos. “Se pararmos para analisar a Netflix, por exemplo, veremos que as séries mais assistidas de seu catálogo não são originalmente da empresa – como The Office e Grey’s Anatomy,”, disse Almeida.

Lançada em 2018, a empresa recebeu um aporte de 2,5 milhões de dólares de um fundo de investimento de Curitiba e está utilizando a mesma segurança tecnológica dos grandes serviços de streaming. “Nossa solução está sendo usada para lançamentos como o UOL Play, um streaming desenvolvido na plataforma Watch Brasil, que auxilia a criação muito mais rápida de um streaming OTT (Over The Top) e garante a mesma segurança tecnológica dos estúdios de Hollywood”, disse Almeida.

Com o auxílio da Endeavor, a startup deve passar por um programa de aceleração e espera fechar mais contratos de distribuição com os grandes estúdios.

Embora hoje as plataformas possuam cada vez mais conteúdos de outras produtoras, o que chama a atenção ainda são seus originais. Embora a indústria ainda não demonstre sinais de necessidade de se reinventar, resta esperar para ver qual será a resposta para o aumento da competitividade no futuro.

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