imagem05-09-2020-20-09-27Foram feitas intervenções para garantir fluidez no movimento de um setor estratégico para a população | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

As ruas com faixas mais largas, as calçadas com acessibilidade e a regulamentação dos estacionamentos em vias públicas já refletiram em maior segurança na requalificação do Setor Hospitalar Local Sul (SHLS). As faixas de rolamento com 3,5 metros de largura, sem carros parados em locais proibidos, têm dado vazão ao trânsito de ambulâncias e viaturas de grande porte, garantindo o transporte ágil e seguro de pacientes.

Em 29 de agosto, o projeto de modernização do SHLS, executado pelo GDF por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), passou por uma provação inesperada durante o incêndio no hospital Santa Luzia. Porém, recebeu a aprovação do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), da gerência de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das ambulâncias particulares.

A rapidez com que os militares do Corpo de Bombeiros conseguiram acessar a área foi possível graças à modernização do espaço, tradicionalmente problemático pela desordem viária e descumprimento de motoristas, que paravam os carros dos dois lados da pista, reduzindo o espaço de passagem das viaturas.

Acessos desobstruídos

“Esse tipo de obra de intervenção é muito importante, porque a demora de um minuto no trânsito pode fazer toda a diferença na preservação e salvamento de uma ou várias vidas”, ressalta o especialista em incêndios urbanos e subcomandante da Unidade Especializada em Incêndios Urbanos do Corpo de Bombeiros, major Alysson Krüguer.

O militar afirma que o acesso dos caminhões e das viaturas que atenderam o hospital foi satisfatório, inclusive nos pontos de hidrantes – apesar de toda a água usada no combate ao incêndio ser da unidade hospitalar. A parceria com a Polícia Militar e com as equipes do Detran também foi fundamental, avalia ele. “Foi uma ação com resposta rápida, mas uma coisa precisa ser feita: educar os motoristas a respeitarem as regras de trânsito”, alerta.

Fim da desordem

Antes das intervenções, as vias do SHLS apresentavam frequentemente o tráfego comprometido com veículos parados dos dois lados da pista principal ou em fila dupla. A acessibilidade de pedestres também era comprometida.

“A obra de requalificação do Setor Hospitalar Local Sul é uma grande experiência para o DF, tanto para a acessibilidade – com calçadões amplos e plataformas elevadas que ampliam e nivelam o espaço para o pedestre – quanto nas soluções de drenagem urbana, com pisos permeáveis nos estacionamentos, valetas infiltrantes e gramados rebaixados”, explica a coordenadora de projetos da Seduh, Anamaria de Aragão.

Com 30 unidades básicas e oito avançadas, o Samu circula pelo SHLS, na maioria das vezes, quando faz transferências intra-hospitalares ou leva pacientes para leitos contratados na rede particular. Gerente de mobilidade em urgência da Secretaria de Saúde (SES), Ricardo Teixeira diz que os condutores socorristas já sentem a diferença no deslocamento da região. “Melhorou bastante, porque antes a desordem e o descumprimento das leis de trânsito em paradas proibidas eram constantes”, lembra.

Campanha educativa

No final de agosto, o Detran fez uma abordagem educativa aos usuários da área de hospitais. O órgão contribuiu com a engenharia de trânsito do novo projeto. Não são raras as vezes em que agentes do departamento precisam remover, com guincho, veículos parados irregularmente para que viaturas e ambulâncias consigam passar.

“Nosso trabalho reduziu bastante por lá, já que a forma planejada impede que o estacionamento irregular que trava o trânsito”, observa o coordenador de policiamento e fiscalização de trânsito da Região Metropolitana, Luiz Souto.

Investimento e empregos

A remodelação do SHLS é um dos maiores destaques do Adote Uma Praça, projeto do Governo do Distrito Federal elaborado com a iniciativa privada, tanto em valor quanto em tamanho. Foram investidos cerca de R$ 5,5 milhões, financiados e executados pelo Hospital Santa Lúcia e pela Rede D’Or São Luiz/ Unidade Santa Luzia. A coordenação foi da Secretaria de Projetos Especiais. De acordo com a Cost Planejamento e Construtora, empresa executora da obra, foram gerados 70 empregos diretos e 30 indiretos.

imagem05-09-2020-20-09-31Arte: Agência Brasília

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here