Hábitos de vida saudáveis e medidas de prevenção podem manter a infecção longe

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões e pode surgir trazendo diversos sintomas. Apesar de não estar associada a uma idade, 80% dos óbitos são de idosos e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda é a principal causa de morte de crianças com até cinco anos de idade.

 

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Pneumonia é a principal causa de morte de crianças com até cinco anos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

 

A doença é provocada pela penetração de um agente infeccioso (bactérias, vírus ou fungos) ou por reações alérgicas causadas por fatores ambientais e, principalmente, ocupacionais. Existe também a pneumonia aspirativa causada pela aspiração ou inalação de líquidos ou partículas que vieram da boca ou do estômago, atingindo as vias respiratórias. As bactérias do tipo Streptococcus pneumoniae (conhecida como pneumococo), Mycoplasma pneumoniae, e o vírus Haemophilus influenzae são os principais causadores da enfermidade.

 

No entanto, a pneumonia é geralmente causada por bactérias – e mais frequentemente pelo Streptococcus pneumoniae. Uma das formas mais comuns dela se instalar é a gripe e, também, resfriados mal cuidados. O vírus Influenza, causador da gripe, pode causar a doença e complicar com infecção bacteriana. A pneumonia causada por fungos é rara. Isso ocorre principalmente se o sistema imunológico estiver especialmente deficiente como na Imunodeficiências Congênitas ou Adquiridas.

 

Contudo, o que leva ao seu desenvolvimento é a saúde dos alvéolos pulmonares. É no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa e, portanto, esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Sendo assim, é preciso cuidar da saúde dos pulmões, evitando a sua irritação e processo inflamatório. Fumar, beber exageradamente, ar-condicionado mal cuidado e a exposição a mudanças bruscas de temperatura podem contribuir para a doença se instalar.

 

Marta Guidacci, especialista em alergia e imunologia e médica alergista do Hospital de Base, explica que a melhor prevenção para pneumonia são hábitos de vida saudáveis, alimentação, práticas de atividades físicas e atualizar o cartão de vacina. O conjunto dessas ações leva à saúde do órgão. Nesse momento de pandemia, a especialista destaca que as orientações devem ser seguidas, pois o vírus costuma atacar seriamente os pulmões por pneumonia.

 

“Todos devem trabalhar na prevenção. A vacinação não pode ser feita só da criança, mas em todas as faixas etárias, inclusive durante a pandemia. Não temos a Vacina da Covid-19, mas temos outras vacinas para proteção de pneumonia, gripe, meningite, sarampo, rubéola, tétano, difteria, coqueluche, catapora, e papilomavírus humano (HPV), entre outras que ajudam a manter o organismo blindado. O ideal é que todas as pessoas acima de seis meses tomassem a vacina da gripe, principalmente aqueles que estão no grupo de risco”, recomenda.

 

Pneumonia e Covid-19

 

Uma das formas grave da Covid-19 causada pelo vírus da síndrome respiratória aguda grave pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 é manifestada pela pneumonia e pode ser de forma silenciosa. De acordo com especialistas, ela é uma consequência da lesão gerada pelo novo coronavírus nos pulmões ou da resposta exagerada do sistema imune do organismo ao vírus. Esse fenômeno recebe o nome de “tempestade imunológica”. A inflamação ocorre nos brônquios, nos pulmões e nos alvéolos pulmonares.

 

A pessoa pode ser infectada ao inalar o vírus se estiver próximo de alguém que tenha Covid-19 ou ao tocar em uma superfície contaminada e, em seguida, passar as mãos nos olhos, no nariz ou na boca.

 

Dados

 

O Distrito Federal vem reduzindo anualmente os números pela doença, de 2016 a 2018, pelo Datasus, foram 615, 596 e 413 mortes, respectivamente. No Brasil, embora a taxa de mortalidade da pneumonia esteja em queda (redução de 25,5% entre 1990 e 2015), ainda é desafiador a necessidade de melhorar o diagnóstico precoce e a garantia do tratamento pelo paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, a quantidade de internações e o alto custo do tratamento ainda são desafios para a saúde pública e a sociedade como um todo.

 

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Arte: Rafael Ottoni

Fatores de risco

 

O risco de desenvolver pneumonia é particularmente alto em bebês e idosos (com mais de 65 anos), além de tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Um sistema imunológico deficiente, por exemplo, devido à diabetes, problemas renais ou câncer, também significa que o risco é maior. Doenças pulmonares como asma e DPOC, doenças cardíacas, refluxo gastroesofágico e certas infecções virais, como a gripe (influenza), podem tornar as pessoas mais suscetíveis à pneumonia. Frio repentino que irrita as vias aéreas, deixa a pessoa mais exposta aos micro-organismos que causam a doença.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

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