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As ações para combater o Aedes aegypti continuam durante a pandemia

 

LEANDRO CIPRIANO, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Mesmo durante a pandemia de Covid-19, o combate contra o mosquito Aedes aegypti não parou no Distrito Federal. As equipes da Vigilância Ambiental que compõem o projeto Sanear Dengue inspecionaram, nesta semana, 3.241 imóveis nas regiões administrativas do Guará, Taguatinga, Ceilândia, Santa Maria e Lago Norte.

 

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Força-tarefa de órgãos do GDF passou por cinco Regiões Administrativas nesta semana – Foto: Divulgação/SES-DF

Em busca de focos do mosquito, 11.626 depósitos com potenciais criadouros foram inspecionados nos imóveis das cinco cidades, sendo necessário fazer uso de larvicida em vários pontos. Santa Maria foi o local com o maior número de depósitos que precisaram do tratamento, chegando a 103.

 

De acordo com o gerente de operações da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Reginaldo Braga, os números mostram que mesmo durante o período de seca ainda é possível encontrar infestação do Aedes aegypti.

 

“Isso mostra que ainda tem circulação do vírus, que pode se intensificar quando as chuvas chegarem. Por isso estamos focando nos locais mais críticos, inclusive em ações nas casas de acumuladores, para não deixar nada sem o devido tratamento”, afirmou.

 

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Além dos trabalhos de rotina, população também deve fazer sua parte no combate ao mosquito Aedes aegypti – Foto: Divulgação/SES-DF

Segundo o gestor, na casa de um acumulador é possível encontrar até cinco mil materiais inservíveis (depósitos), que podem ser usados como um possível criadouro em potencial pelo mosquito.

 

“Em Ceilândia, por exemplo, fizemos um arrastão em pontos estratégicos, onde achamos nas casas muitos inservíveis. Nesse aspecto, fazemos um trabalho de conscientização com os moradores, para evitar acúmulo de água. Especialmente agora, durante a pandemia, em tempos que as pessoas têm ficado mais em casa, facilitando que a fêmea do vetor Aedes aegypti se alimente de sangue”, ressaltou Reginaldo Braga.

 

Dados da Dengue

 

O Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (4) aponta que o DF contabilizou até o último dia 22 de agosto 44.452 casos prováveis de dengue. São 175 casos a mais em comparação com o boletim da semana anterior. Ceilândia é a região que concentra o maior número de casos da doença, com 4.670 registros prováveis. Em seguida vem o Gama que tem 4.670 casos prováveis e Samambaia, com 3.540 registros.

 

Embora Gama e Samambaia não tenham recebido ações do Sanear Dengue esta semana, as regiões receberam os trabalhos da força-tarefa nas últimas semanas. Além disso, essas cidades, bem como todas as Regiões Administrativas do DF, recebem diariamente o trabalho de rotina dos agentes de vigilância ambiental.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

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