(CID 10: B15 – B19.9)

 

 

COMO DIAGNOSTICAR AS HEPATITES VIRAIS?

Com o objetivo de propiciar à população o acesso precoce ao diagnóstico, bem como a racionalização no uso dos recursos públicos, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), elaborou o Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais, direcionado aos serviços de saúde das redes pública e privada.

 

O Manual Técnico conta com fluxogramas para o diagnóstico laboratorial das hepatites A, B e C, além de orientações para o diagnóstico das hepatites virais não ABC. Com essa publicação, o DIAHV espera definir claramente quais são os testes usados no diagnóstico das hepatites virais, de forma a garantir a identificação precoce da infecção e racionalizar o uso de recursos nessa área.

 

O diagnóstico laboratorial é um dos componentes centrais da estratégia de combate às hepatites virais, pois permite distinguir os diferentes vírus e a evolução clínica da infecção, se aguda ou crônica. As hepatites virais são agravos que acometem milhões de brasileiros todos os anos. Apesar de terem em comum a afinidade pelo tecido hepático, os vírus causadores das hepatites A, B, C, D e E possuem sintomatologia e cursos de infecção diversos, havendo aqueles que causam apenas infecções agudas, podendo se resolver sem interferência, e outros que podem causar infecções crônicas, as quais levam ao desenvolvimento de males como a cirrose e o câncer hepático.

 

Dada a diversidade de agentes virais causadores de hepatite, é preciso definir claramente os marcadores usados no diagnóstico das infecções para evitar o gasto desnecessário de recursos públicos. O diagnóstico racional possibilita a vigilância eficiente, que é necessária para detectar os casos precocemente, evitando a evolução para as formas mais graves da doença hepática e direcionando as ações de prevenção e tratamento.

Manual técnico para o diagnóstico das hepatites virais

Portaria nº 25, de 01 de dezembro de 2015 – Aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais em Adultos e Crianças e dá outras providências.

ONDE FAZER OS TESTES DE HEPATITES VIRAIS?

 

 

 

COMO TRATAR AS HEPATITES VIRAIS?

O manejo clínico das hepatites virais em toda a rede de assistência à saúde, no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, é estabelecido por meio de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que são regularmente atualizados em conformidade com as novas evidências científicas e tecnologias disponibilizadas mundialmente. Entre os principais PCDT ligados às hepatites virais, estão: ir para PCDT do Ministério da Saúde.

 

 

ONDE TRATAR AS HEPATITES VIRAIS?

 

Vigilância Epidemiológica

No Brasil, as hepatites virais são de notificação compulsória desde o ano de 1996, permitindo conhecer o perfil epidemiológico e os fatores determinantes, monitorar a tendência dessas doenças e aperfeiçoar as políticas públicas de saúde.

 

Todos os casos confirmados e surtos de hepatites virais devem ser notificados (em até 7 dias) e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), utilizando-se a Ficha de Investigação das Hepatites Virais, que deve ser encaminhada ao órgão responsável pela vigilância epidemiológica. As principais fontes notificadoras são: unidades de saúde, hemocentros e bancos de sangue, clínicas de hemodiálise, laboratórios, comunidade, escolas, creches, entre outras. Além disso, casos podem ser captados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS), Sistemas de Informações Hospitalares (SIH) e nos sistemas de informação das Vigilâncias Sanitária e Ambiental.

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