Rio de Janeiro   Procurador do MPF e coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol fala no Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Deltan Dallagnol: em nota publicada no site, o Ministério Público do Paraná afirma que o procurador está de saída para cuidar de questões de “saúde e de família” (Fernando Frazão/Agência Brasil/Agência Brasil)

O coordenador da Lava Jato em Curitiba e procurador da República Deltan Dallagnol deixará a força-tarefa. A informação foi confirmada pelo próprio Ministério Público Federal nesta terça-feira, após o site do canal CNN informar que Deltan estava de saída. A Lava Jato ficou conhecida por investigar e denunciar um amplo esquema de corrupção envolvendo estatais, principalmente a Petrobras, empreiteiras, e o poder público

Em nota publicada no site, o Ministério Público do Paraná afirma que o procurador está de saída para cuidar de questões de “saúde e de família” .

O texto também elogia o trabalho de Deltan à frente das investigações: “A liderança exercida foi fundamental para todos os resultados que a Operação Lava Jato alcançou, e os valores que inspirou certamente continuarão a nortear a atuação dos demais membros da força-tarefa, que prosseguem no caso.”

Com a saída anunciada, o procurador da República no Paraná Alessandro José Fernandes de Oliveira deve assumir as funções antes exercidas por Deltan Dallganol. A saída de  Deltan funcionará como uma permuta. Alessandro passará a coordenar a operação e Deltan ficará com as funções do procurador.

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Deltan Dallagnol sai enfraquecido após ter sido julgado pelo Conselho Nacional do Ministério Público na última semana. Ele não foi punido, mas sua conduta na denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2016, a do famoso “power-point” foi criticada pelos conselheiro.

Por unanimidade, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) arquivou o processo contra Deltan. A maioria dos conselheiros entendeu que seria cabível a abertura de um processo administrativo contra o procurador, mas o tempo para isso já prescreveu. O pedido do ex-presidente Lula está há quatro anos em tramitação no CNMP sem que fosse analisado.

O petista acusa Deltan de utilizar a estrutura da procuradoria para exibir posicionamentos políticos e jurídicos durante a coletiva de imprensa em que, ao denunciar Lula no caso do tríplex do Guarujá, utilizou o PowerPoint para promover “reprovável julgamento paralelo e antecipado, com afirmações caluniosas e difamatórias”.

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