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Mesmo em período de seca foram encontrados diversos depósitos com larvas do Aedes aegypti

 

CRISTINA SOARES, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Durante a pandemia do novo coronavírus as equipes da Vigilância Ambiental também tiveram que se reinventar no trabalho de campo. Junto ao colete de cor caqui e as mochilas amarelas, foi necessário incluir máscaras e luvas às vestimentas para que os profissionais se protejessem da Covid-19 e também passassem segurança à população no momento das inspeções nos imóveis em busca de focos do mosquito Aedes aegypti.

 

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Inspeções do programa Sanear Dengue seguem ocorrendo diariamente no DF – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

Inspeções em imóveis abandonados, vistorias nos quintais e em prédios públicos e particulares, tudo isso faz parte das ações desenvolvidas na busca e eliminação de possíveis focos do Aedes. Paralelo ao trabalho de rotina que ocorre em todas as Regiões Administrativas, o DF ganhou neste ano a força do projeto Sanear Dengue, que conta com diversos órgãos do GDF na intensificação dessas ações de combate ao mosquito. A cada dia da semana as equipes atuam em uma cidade diferente.

 

Entre os dias 24 a 28 de agosto as equipes do Sanear vistoriaram 3.058 imóveis nas cidades de Planaltina, Recanto das Emas, Asa Sul, Paranoá e Gama. Em alguns locais foi necessário fazer uso de larvicida, mesmo o DF estando em período de seca. Asa Sul foi a cidade com maior número de depósitos que precisaram do tratamento, dos 4.050 depósitos vistoriados nas quadras da cidade, 149 foram tratados, principalmente em lixo mal acondicionado e entulho.

 

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Equipe concentrou esforços no Gama, na última sexta-feira (28) – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

“O cronograma dessas atividades leva em consideração a situação epidemiológica de cada cidade. O trabalho em conjunto com outros órgãos é de suma importância para que seja possível eliminar o maior número possível de criadouros do mosquito e também dar a destinação correta aos materiais inservíveis que são retirados de imóveis e terrenos abandonados”, ressalta Jahila.

 

Dados da Dengue

 

O Boletim Epidemiológico mais recente aponta que o DF contabilizou até o último dia 15 de agosto 44.277 casos prováveis de dengue. Esse boletim traz também os dados das outras doenças provocadas pelo Aedes Aegypti. Os casos de Febre de Chikungunya, Zika e Febre amarela continuam em queda no DF.

 

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Reservatórios de água foram inspecionados pelas equipes do Sanear-Dengue – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA 

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO 

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