imagem28-08-2020-15-08-46Das 56 passagens existentes, 22 já foram totalmente restauradas | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Em um ano e meio, o GDF revitalizou praticamente metade das passarelas aéreas que permitem a travessia segura de pedestres em rodovias distritais do Distrito Federal. E o trabalho segue em ritmo acelerado. Das 56 passagens existentes, 22 já foram totalmente restauradas. Outras três estruturas estão recebendo os últimos retoques e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) pretende iniciar, nos próximos dias, a manutenção de outras seis, totalizando 31 passarelas reformadas desde fevereiro do ano passado (veja mais no vídeo ao final desta matéria).

R$ 4,9 milhões25 operários e 100 empregos indiretos envolvidos no serviço

O plano do governo local é revitalizar todas as 56 passagens ainda nesta gestão. Elas vão ser limpas e pintadas e algumas também vão receber reforço estrutural. A recuperação das estruturas é feita por meio de contrato entre o DER/DF e a empresa Engemil, contratada por meio de licitação com validade até 2024.

“Apesar de o contrato valer até 2024, pretendemos concluir a manutenção de todas as passarelas até dezembro de 2021, adiantando a execução do contrato”, afirma o superintendente de Obras do DER/DF, Cristiano Alves Cavalcante.

O GDF investe R$ 4,9 milhões no serviço, que conta com a força de 25 operários e gera cerca de 75 empregos indiretos. Eles são divididos em três equipes que trabalham simultaneamente em três locais. Atualmente, os trabalhadores estão terminando a pintura das passarelas da DF-005, em frente ao Varjão; na DF-003, na subida do Colorado (próxima ao Taquari); e na BR-020, em frente ao Condomínio Império dos Nobres (confira na arte abaixo). As estruturas devem ficar prontas em 15 dias.

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Cada passarela leva, em média, três meses para ser reformada. Além de limpeza e pintura, algumas tinham a estrutura comprometida, o que fez a reforma demorar mais tempo.

“Esta [a do Varjão] demorou mais um pouco porque teve que fazer reforço na estrutura. Os danos eram visíveis a olho nu”, diz Cristiano, passando a explicar as discrepâncias no tempo de execução. “O tempo da recuperação varia de acordo com o estado de cada passagem. Em algumas basta pintar e lavar, outras exigem uma intervenção maior, como reforço estrutural, troca de alambrado, substituição do piso, soldagem da estrutura metálica.”

imagem28-08-2020-15-08-55Transeuntes começam a perceber melhorias nas passarelas: “Melhorou 100%”, diz usuária | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

As obras começaram justamente pelas estruturas que mais precisavam de reparos – como as da via Estrutural, que geravam desconforto e insegurança para os usuários. “Nós temos uma equipe que, rotineiramente, faz a vistoria de toda a malha rodoviária e das obras de arte especialmente, detectando a necessidade de intervenção. Estou no DER há 11 anos e, nesse período, nunca havia sido feita uma revitalização tão completa. Muitas nunca tinham sido restauradas, o que era uma demanda constante”, acrescenta o superintendente.

Travessia insegura

A doméstica Maria da Paz Ferreira, 56 anos, atravessa a Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) diariamente pela passarela em frente à Octogonal. A grade enferrujada causava medo nos pedestres, que também sofriam com o mau cheiro da passagem. “Ficou bem melhor. Estava muito estragado e sujo. Melhorou 100%”, elogia.

imagem28-08-2020-15-08-01Sanitização marca trabalho de manutenção das estruturas em tempos de pandemia | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

A auxiliar de serviços gerais, Mirismar Dias, 62 anos, conta que os pedestres suportavam a sujeira para não se arriscar entre os carros embaixo da passarela. “Aqui é muito perigoso, passa muito carro. Mas a passarela era muito suja, fedia”, conta.

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Finalizadas as obras nas passarelas aéreas da Estrutural

Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

DER-DF começa a revitalizar mais 4 passarelas 

Na Candangolândia, muitos pedestres preferiam passar correndo pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) a usar a estrutura segura.

“Acredito que há mais de 15 anos essa passagem não recebia uma manutenção. Era perigoso para todo mundo. Mas agora todos a usamos e confiamos que não corremos risco”, relata a gerente comercial Ana Lúcia Costa, 31 anos, moradora da Candangolândia.

Assista ao vídeo:

 

* Com informações do Departamento de Estradas Rodagem do DF

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